ou
Cadastre-se como clienteTema de grande atualidade, a
Revolução de 1964 continua sendo
estudada sob os mais diversos ângulos.
Esgotada a fase inicial de críticas
acerbas, livros apologísticos e memórias,
o que hoje se publica é de natureza
analítica e objetiva. Pouco se
escreveu, contudo, sobre as relações
internacionais do Brasil, a partir
de 1964.
É bem possível que, findo o governo
Goulart e ultrapassada, em consequência,
a fase da política externa
independente e das relações intensas
com Cuba e com o mundo comunista,
o interesse pelas questões internacionais
tenha passado a um segundo
plano, ainda que momentaneamente.
Além da literatura oficial, pouco ou
nada existe.
Não é tarefa fácil analisar período
1964-1985, em que, a partir de
uma mudança radical, a política
internacional foi se adaptando às
circunstâncias e cedendo à pressão
dos interesses e dos acontecimentos
do momento, sem, contudo, abandonar
a defesa dos princípios fundamentais
que devem sempre reger as
relações entre os estados.
A defesa permanente e intransigente
desses princípios constitui,
sem dúvida, o maior patrimônio da
política internacional brasileira, que
deles nunca se afastou, mesmo nos
momentos de crise.
Essa prática ininterrupta é, responsável
pela confiança e pela credibilidade
de que há muito desfruta o
Brasil, no concerto das nações.
“Cooperação, entendimento, harmonia de interesses
– eis o que buscamos com todos os países
e com todos os povos, respeitadas as hierarquias
que o interesse nacional aconselha.”
PRESIDENTE CASTELO BRANCO
DISCURSO NO PALÁCIO ITAMARATY,
EM 31 DE JULHO DE 1964
“O Brasil retomou o caminho longo das suas
mais legítimas tradições, de que se pretendeu
num momento afastá-lo.”
EMBAIXADOR VASCO LEITÃO CUNHA,
MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES,
NOVA YORK, EM 03 DE DEZEMBRO DE 1964.